Vem. Encosta me contra a parede mais próxima.
Deixa a tua mão deslizar pelo meu peito, subindo pelo meu pescoço.
Arranca me a roupa que incomoda o meu corpo. Solta me.
Faz me sentir o frio gelado que a parede traz ao meu corpo, arrepiando me.
Encosta te a mim. Consigo sentir o teu corpo em ascensão, pulsante.
O meu corpo vibra quando os teus lábios tocam a minha pele.
A tua mão invade me, no meio do calor infernal que emana de mim. Que emana de nós.
Possui me.
Entre corpos expectantes, irrequietos, prestes a explodir.
Corpos que latejam em total descontrolo. Que se rendem um ou outro. Que se rendem à urgência de uma inefável dança que inebria sentidos.
Que se rendem ao nirvana eminente.