Mantenho me ali, na penumbra, no limbo entre o querer e o poder. Neste local obscuro em que busco pela luz da tua presença em mim, neste desejo vadio e autosuficiente, onde apenas comando o próximo passo. Entre o ir e ficar, entre o caminhar no trilho sinuoso que me leva até ao teu corpo e o gélido percurso que me afasta de mim mesma. Negar te seria negar toda a minha insaciável vontade de te viver. De te consumir, sem qualquer moderação, de te ter em mim, em nós.
28 abril, 2017
27 abril, 2017
Desobedece me
Desobedece me quando te digo que não sou digna de ti. Quando te digo que não podes escalar os muros que construi para minha defesa.
Desobedece me quando te digo que jamais irei amar, que não quero colo, nem tão pouco que te quero abraçar.
Desobedece me e redesenha me nestes pedaços de papel machucados espalhados pelo chão. Cola me à vida como gostarias que estivesse colada a ti.
Desobedece me quando o meu corpo suplica pela calma do teu mas os meus lábios cheios de mentiras te dizem que te quero em urgências.
Desobedece me até à exaustão, pois é nessa curva de vida que me rendo. Nessa estrada de sentido único em que o destino me leva até ti.
Desobedece me quando te digo que jamais irei amar, que não quero colo, nem tão pouco que te quero abraçar.
Desobedece me e redesenha me nestes pedaços de papel machucados espalhados pelo chão. Cola me à vida como gostarias que estivesse colada a ti.
Desobedece me quando o meu corpo suplica pela calma do teu mas os meus lábios cheios de mentiras te dizem que te quero em urgências.
Desobedece me até à exaustão, pois é nessa curva de vida que me rendo. Nessa estrada de sentido único em que o destino me leva até ti.
Partidas e Chegadas
Na delicada sinfonia de uma chegada deixamos para trás um solo de bateria, irremediavelmente ensurdecedor para a alma, aquela que em pedaços se carrega.
Na esquina do Adeus, na esquina onde tudo termina, onde o corpo se move rumo ao destino, fica uma parte de nós, que insistentemente nos quer acompanhar, mas que por excesso de bagagem e num toque subtil de generosidade deixamos ficar. Aquela parte de nós, salpicada pela dor da partida e a ânsia e urgência da chegada a bom porto, um fragmento do que fomos, do que queríamos ter sido, e que nunca mais seremos.
26 abril, 2017
Achar
Qual de nós dois já sentiu o gosto agridoce de se perder do mundo para se encontrar em alguém?
Fazer da pele vício, do corpo aconchego, da alma equilíbrio. Na perfeita junção de dois seres...
Qual de nós dois já se perdeu para se achar?
Fazer da pele vício, do corpo aconchego, da alma equilíbrio. Na perfeita junção de dois seres...
Qual de nós dois já se perdeu para se achar?
25 abril, 2017
Espera me
Espera me na esquina da tentação, neste quarto redondo que é o prazer, onde fugimos desenfreadamente um do outro, sabendo que a fuga nos aproxima.
Espera me com a fome que trazes no olhar. Com essa insaciável loucura que trazes na carne e que te traz até mim.
Espera me como se apenas o meu corpo no teu fizesse sentido, como se dessa união dependesse o oxigénio que te mantém vivo.
Espera me de braços abertos para que possas preenche los com a minha imensidão.
Espera me ali mesmo onde sabes que irei ao teu encontro de corpo latejante e a transpirar tesão.
Espera me no sítio que só nós conhecemos, o recanto mágico da nossa mente, o único em que podemos ser, onde pertencemos um ao outro.
Espera me com a fome que trazes no olhar. Com essa insaciável loucura que trazes na carne e que te traz até mim.
Espera me como se apenas o meu corpo no teu fizesse sentido, como se dessa união dependesse o oxigénio que te mantém vivo.
Espera me de braços abertos para que possas preenche los com a minha imensidão.
Espera me ali mesmo onde sabes que irei ao teu encontro de corpo latejante e a transpirar tesão.
Espera me no sítio que só nós conhecemos, o recanto mágico da nossa mente, o único em que podemos ser, onde pertencemos um ao outro.
Essa tal Liberdade
E nessa tal liberdade mundana
Em que somos escravos do parecer
É Rei e Senhor
Aquele que ousa ser
Num Mundo de plástico e dissoluto
Onde valores esquecemos
Vivemos emaranhados em coisas
Às quais nos vendemos
Afortunados aqueles a quem a alma
Deixou livre para amar
E haverá maior amor
Do que ser livre e escolher ficar?
Nos tempos de relações fugidias
Onde nada do que se sente importa
Vamos vivendo de bens
Para mostrar do lado de fora da nossa porta
Queira o povo aprender que ser
É ser se superior ao parecer
Que o sonho ainda comanda a vida
Daqueles que ousam não se render
E neste jogo de aparências
A liberdade de poder ser
Vive enjaulada nas reticências
Que tentamos esconder
Sonhava eu um dia existir
A grandeza de poder amar sem razao
Na irracionalidade do sentir
Aquele sentimento que nos deita ao chão
Ingénua me senti
Ao saber que agora não é assim
Quem ama não pode amar
Amar não mais será um frenesim
Mas na liberdade que a mim impus
Serei sempre Senhora e Dona
Mandarei que se fodam
Aqueles a quem a liberdade é apenas uma zona
Subscrever:
Mensagens (Atom)





