De corpo exausto pelo tormento da alma procuro te pelos resto de vida que vou colhendo do chão, os que deixei cair da última vez que aos teus pés me penitenciei na súplica pela tua permanência.
De alma em reboliço busco pelo aconchego do teu peito, pela paz dos teus dedos que se perdem no meu cabelo, pelos lábios cheios de nós que pousam em mim.
Naquela fracção de tempo em que o tempo não existe, naquele intervalo de vida em que a morte espreita, deixo me levar pela sabedoria do teu silêncio no meu. É ali, naquele espaço temporal só nosso que provo o sabor da palavra "completa".





