12 maio, 2017

Despida


Pulsante te sinto quando as tuas mãos suplicantes se agarraram às minhas ancas e num toque quase despido de razão, me puxas para ti.
A minha respiração ofegante pela tua presença nas minhas costas, deixa soltar o primeiro gemido quase em surdina, quando a tua pele despe a minha e me deixa vulnerável à loucura que trazes no corpo.
Entras em mim sem que licença seja pedida, desfazes os teus devaneios nos meus. Entranhas as tuas vontades nas minhas.
Com estocadas fortes e penetrantes, violando me quase o ventre que em espasmos te recebe.
Trago a tua mão marcada no corpo, o teu sexo marcado na carne, e na mente os flashes que me transportam até nós. 

Fusão


Vou fundir te nos meus labios, tomar do teu desejo, embriagar me na minha sede. Uma fusão que se quer urgente, como urgente é o meu querer. O meu corpo pulsa a cada latejar que te sinto, os músculos contraem se a cada deslizar de língua sobre ti. Esta fusão imperfeita de sabores, onde o pecado mora em cada pedaço tocado, em cada pedaço de carne sentido. 

09 maio, 2017

Balançar


Se o meu corpo segredar ao teu
Os desassossegos que traz
O desejo delirante que o consome
Serias tu homem capaz
De me fazer gritar o teu nome?
Se o meu corpo sussurrar ao teu
As loucuras que a minha mente desenha
Poderia a tua pele
Acalmar o que em mim se entranha?
E de todas as vezes
Que a minha mente se perde na tua
Conseguirias tu despir me a alma
Deixando me completamente nua?
Neste fragmento que sentidos enaltece
Nesta hipnótica dança 
Serás tu o homem
Sobre o qual o meu corpo balança 

08 maio, 2017

Encontros


Mãos, pedaços de um corpo que penetram no meu. Violando este querer incontrolável que assola a minha mente em constante viagem pelo mundo que habita em ti. Que se misturam com a minha pele molhada pelo prazer de ter em mim. 
Em puro delírio apocalíptico o  meu corpo atinge o grau de suprema loucura, latejante, em espasmos ritmados e constantes, contorcendo se sobre mim própria deixando me sem saber o meu próprio nome. Aquele que trazes cravado, nesse corpo também ele perdido em tentações, e encontrado no momento, o nosso. 

07 maio, 2017

Atrocidades



Como golpes quase atrozes de prazer, infliges em mim o pecado insano da carne. Penetras cada recanto meu com doses exageradas de visões luxuriantes da nossa entrega, em que cada pedaço teu pertence a cada pedaço meu, num encaixe perfeito de dois corpos perdidos em desejos e achados em êxtase comum. 

06 maio, 2017

Escolhas


E de todos os sabores que o meu corpo já provou, eu escolheria o teu. De todas as mãos que no meu corpo já tocaram, eu escolheria as tuas. De todos os corpos que já me consumiram eu escolheria o teu. E de todos os lábios que já me sorveram, eu escolheria os teus.
E de todas as vezes que fomos singular no plural entre aquelas quatro paredes, fomos pertença um do outro.