Por mais espinhos que a vida te ofereça, por mais lágrimas que te faça derramar, por mais que elas te ardam na pele, por mais que querias largar a mão que te prende à vida... agarra te ao corpo que se abre em pétalas, que te espera como a pétala espera a primavera para existir. Como o meu colo espera a imensidão da tua alma, como a minha alma anseia a tua existência. Nesta eterna primavera, que desabrocha a cada toque que nos transcende.
19 maio, 2017
De Mãos Dadas
Quando duas imperfeições se unem, quando duas almas perdidas em si mesmas se fundem, quando o palpável não passa de mero adereço, sabemos, que diante nós nasce a perfeição de alguma coisa sem nome, algo que nos define, aqui, neste espaço entre vidas.
18 maio, 2017
Câmara Ardente
"Quero-te em câmara ardente
E conhecer o teu destino
Decidi-lo e perpetuá-lo
Realizá-lo antes de ti
Quero as sombras do passado
Aclarear em fogo ardente
Chorar-te e perder-te
Lembrá-lo quando o vivi
Encontrar a tua carne
O sabor do nosso leito
Ler na tua pele palavras
Que sorvo e seco em memórias
Aquecer o meu corpo
Na forja que é meu desejo
Não me enganas com o cheiro a mortulho
Teu corpo é quente o sangue fervilha-te nas veias"
E conhecer o teu destino
Decidi-lo e perpetuá-lo
Realizá-lo antes de ti
Quero as sombras do passado
Aclarear em fogo ardente
Chorar-te e perder-te
Lembrá-lo quando o vivi
Encontrar a tua carne
O sabor do nosso leito
Ler na tua pele palavras
Que sorvo e seco em memórias
Aquecer o meu corpo
Na forja que é meu desejo
Não me enganas com o cheiro a mortulho
Teu corpo é quente o sangue fervilha-te nas veias"
Bizarra Locomotiva
17 maio, 2017
Perpetuada
Perpétuo me no teu corpo em chamas, quando a minha pele te afaga o desejo, pulsante e hirto num rasgo de hipnose momentânea que se eterniza no tempo.
16 maio, 2017
Querer-Te
É um querer doentio, que se propaga na pele, que se esgueira pela mente e brota na carne.
É um querer insaciável que mesmo quando me tomas e embraveces este corpo que te súplica, não acalma, não se esgota. Nunca se finda.
É a demência que comanda o desejo, a loucura que comanda o impulso, a exactidão do que se quer que comanda o movimento.
É um querer com tudo, para tudo e despido de tudo. É a imensidão do sentir, do permitir e ainda assim do querer omitir.
É um querer que se passeia em mim de forma amiúde à espera de se esbaldar em prazeres, de se estampar na primeira curva da racionalidade.
É um querer-Te.
É um querer insaciável que mesmo quando me tomas e embraveces este corpo que te súplica, não acalma, não se esgota. Nunca se finda.
É a demência que comanda o desejo, a loucura que comanda o impulso, a exactidão do que se quer que comanda o movimento.
É um querer com tudo, para tudo e despido de tudo. É a imensidão do sentir, do permitir e ainda assim do querer omitir.
É um querer que se passeia em mim de forma amiúde à espera de se esbaldar em prazeres, de se estampar na primeira curva da racionalidade.
É um querer-Te.
15 maio, 2017
Sacrifício
Prisioneira do desejo que me perfura a pele, que me faz salivar ansiando que pelas tuas mãos seja levada às portas da insanidade momentânea.
Espalhadas pela mesa estão as cartas deste jogo de poder viciado, em que é Rainha e Senhora a liberdade, aquela que apenas se atinge em pleno quando a sua renúncia é a única opção.
Rendo me à voz que dentro da minha mente implora para que a siga, de olhos vendados.
Toco o meu corpo já desperto, sedento do êxtase que as tuas mãos lhe prometeram. Sabendo, ainda assim, que não sou merecedora de o atingir, que o sacrifício de ficar em espasmos a suplicar pelo culminar da minha explosão é ordem dada, e ordem acatada. Perco me em mim, por entre os gemidos e a recusa, entre a vontade e a razão.
Neste jogo em que és Dono e Senhor desta mente submissa, que se alimenta de antecipações, sabendo que o quase, um dia será um todo.
Espalhadas pela mesa estão as cartas deste jogo de poder viciado, em que é Rainha e Senhora a liberdade, aquela que apenas se atinge em pleno quando a sua renúncia é a única opção.
Rendo me à voz que dentro da minha mente implora para que a siga, de olhos vendados.
Toco o meu corpo já desperto, sedento do êxtase que as tuas mãos lhe prometeram. Sabendo, ainda assim, que não sou merecedora de o atingir, que o sacrifício de ficar em espasmos a suplicar pelo culminar da minha explosão é ordem dada, e ordem acatada. Perco me em mim, por entre os gemidos e a recusa, entre a vontade e a razão.
Neste jogo em que és Dono e Senhor desta mente submissa, que se alimenta de antecipações, sabendo que o quase, um dia será um todo.
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